Na igreja do Futuro o pastor não mais será escolhido pela Diretoria ou Conselho Administrativo, mas eleito democraticamente pelos membros da igreja local.  A era dos pastores autoritários, que decidiam  tudo   chegará ao fim.  Assuntos que  havia decidido e trazia a reunião apenas para ratificar serão coisas do passado.Todos os assuntos serão votados em secreto,  e aprovados  por maioria absoluta. Inclusive os membros terão direito de remover o pastor  por  incompetencia administrativa.

Poderão haver até 5 candidatos inscritos  ao cargo de Pastor Maioral.   Após eleito exercerá o cargo por um mandato  2 anos. Naturalmente se fizer um bom trabalho  e agradar a maioria, poderá ser reeleito por mais 2 anos. O mandato de dois anos foi implantado para  prevenir que a igreja se canse de ouvi-lo   todos os domingos com as mesmas pregações.

Porem, se  for um pastor, que não critique o comportamento mundano dos membros e nem  se intrometa em suas vidas pessoais fora da igreja,  terá grandes chances de reeleição.

Antes da eleição, cada candidato   apresentará   sua plataforma doutrinária e  administrativa. Será terminantemente proibido  “comprar votos”, prometendo antecipadamente, cargos na igreja, unção a algum cargo ou favores. Inclusive segundo as regras  eleitorais, nas 4 semanas que antecedem a eleição para pastor, será proibido aos candidatos participarem de churrascos promovidos por membros, para evitar aliciamento.

Terão mais chances de ganhar a eleição  os que   menos proibir. O lema  do dia será  -  É proibido proibir”

 Outra estratégia para vencer a eleição será  oferecer programas alternativos, como esportes aos jovens, sala de video game às crianças, e salão de beleza para as irmãs.

Porem para concorrer, o candidato deverá ter diploma de Teologia,  conhecimentos em programas basicos como Word, Excell, Internet Explorer, etc.

O cargo obviamente  será remunerado, de carteira assinada, com direito  férias remuneradas, Fundo de Garantia, auxlio paletó, auxilio combustivel,  cesta básica. O salário poderá ser ter bonificação se a igreja crescer mais que dez por cento ao ano em arrecadação.  Opcionamente se o pastor visitar presidios, receberá o abono periculosidade e no caso de hospitais, o abono  insalubridade.

Não será mais necessário aos membros insatisfeitos com o pastor, organizarem abaixo assinados, ou  escrever cartas anôninas à direção da igreja, pedindo o afastamento do mesmo, como antes faziam. Bastará que 51% do total dos membros estejam de acordo em afastar o Pastor, convocar uma reunião Extraordinária e aplicar o “impechment pastoral”.  O primeiro vice  presidente assumirá a posição  até que termine o mandato tampão.   Não haverá mais a posição de segundo vice presidente, pois ficou comprovado que o titulo nada significava. O termo segundo Secretario, segundo Tesoureiro também  desaparecerão.  Na igreja do  Futuro, nem  o Primeiro terá supremacia, quanto mais o segundo ou terceiro.

 

 

Teologia moderna

Os termos  Satanas, capeta ou demonio ,  estarão fora dos pulpitos naqueles tempos. Quando for se referir a Satanas por exemplo deverão usar um termo mais  clássico  —^O inimigo de nossas almas. O aferidor da medida.  

A palavra pecado também.  Ao inves,   falta cometida contra os principios biblicos , será mais apropriada. Alias, a  palavra pecado já vinha sendo usada cada vez menos nos pulpitos desde a década de 90, quando as massas afluiram para as igrejas evangélicas. Avida por crescimento,   certos temas antes  falado nos pulpitos, não eram eticamente aprovados falar, se quisessem crescer.  Era mais   “soft”  pregar outros assuntos que falar sobre o pecado.  Em compensação , as palavras “prosperidade”, “bençãos”, “portas abertas”, “porção dobrada” serão  comuns. Afinal, o que os crentes modernos aprovarão será prosperidade, carro novo, casa própria e bom emprego.  O igreja fundará  um jornal chamado    “Folha Sensacional” , cujas páginas mostrarão  pessoas  com chaves de carro, apartamento, bolada de dinheiro no bolso, etc. nas primeiras páginas. Cujo titulo invarialmente  será—Minha vida mudou depois que  participei da  campanha da prosperidade.

As expressões biblicas “carregar a cruz”, ou padecer por amor a Cristo, estará em desuso.

Pregações  de que Jesus veio para os pobres, serão evitadas. Segundo os teólogos, isto estaria afastando os membros da classe alta e média das igrejas. Reclamavam eles  que sentiam-se  menosprezados,  quando ouviam  pregações abordando este tema.

Devido a um modismo, lancado por uma senhora americana  por nome  Rebeca Brown, na década de 90, os crentes aprenderam que clamar pelo sangue de Jesus não tinha sentido, pois segundo ela, já estavamos cobertos o tempo todo. A Igreja do Futuro não usará mais tais termos  mas repetirão: “Tá amarrado todo o mal!”.

Todos os membros  estarão autorizados  fazer unção com azeite. Ungirão o carro, a moto, o trator, computador, móveis, portas, janelas, sapatos, aparelhos celulares, motor da bomba de água, relógio medidor de eletricidade e água (dirão que é para  repreender o devorador), etc.

O pastor  preocupado  com o bem estar do rebanho,  e para evitar que as ovelhas distanciem  do aprisco (igreja) procurará fazer o melhor para agradar os membros. Apresentará projetos para o Igreja—Clube,  onde depois do culto, os irmãos podem se confraternizare a beira da piscina, ao lado de uma churrasqueira. Também serão construidas quadras poliesportivas, sala de jogos eletrônicos, saunas, lanchonetes, e outras formas de lazer. Afinal, justificará o pastor, se os membros não tiverem algo que lhes atraia a igreja, certamente desviarão.